segunda-feira, março 17, 2014

Aumento do Imposto de Consumo (Shôhi-zei) de 5% para 8%!!!

Bom, como eu já havia comentado na postagem anterior, o aumento do Imposto de Consumo vai subir 3%, a partir do dia 1 de abril, e posteriormente, o governo japonês promete subir para 10% em 2015. Não estou correndo atrás de informações, me descabelando, querendo estocar alimentos e outras coisas, mas não se pode fingir que nada vai mudar. Antes de vir ao Japão, em agosto de 2000, nem sabia que existia esse tal imposto. Sempre achava estranho, os produtos terem dois preços (um menor entre parentêses) marcados, e já cometi a gafe de dar o dinheiro incompleto, por ter só olhado o valor menor. No caso de produtos usados, não deveria ser cobrado, pelo imposto já ter sido pago uma vez, mas não é o que acontece. Apenas em eventos ou feirinhas, ele não é cobrado. Alguns mercados, por exemplo o Belc ou Beisia, já cobram o valor com o imposto incluso, entretanto, o Torisen, só inclui os 5% (depois 8%) só no final da contagem, o que causa variação no arredondamento. Alguns serviços podem não subir os preços, como vai ser o caso da minha imobiliária, já que o preço do aluguel é fixo. Em contrapartida, os trens vão sofrer aumento, mesmo sendo uma prestação de serviço sem ter preço sem imposto (zei-nuki). Por exemplo, numa garrafa d'água de ¥100, basta acrescentar ¥5 e depois, ¥8. Mas nos trens, não tem como fazer regra de três e cobrar valores quebrados. Por isso, quem compra bilhete magnético, vai ter um aumento de ¥10 pra cima. Mas pra quem usa IC Card (SUICA, PASMO etc), os valores a serem descontados podem ser menores. O mesmo vai acontecer com as máquina de venda automática (hanbaiki), que não aceitam moedas de ¥1 ou ¥5. Uma bebida em máquina pública custa ¥120 (com os 5% inclusos). Com mais 3%, ficaria algo em torno de ¥123, mas na prática, elevariam para ¥130. O consumidor é que vai sair perdendo ao pagar essa diferença.
Então como driblar tudo isso??? Aí vai de cada um, saber separar o que é necessidade ou não ao cotidiano. Eu mesmo já cortei há muitos anos, máquinas de venda automática, sempre optando comprar bebidas em lojas de conveniência. Claro, tem hora que não dá, então paciência... Com relação aos trens, passei a escolher sempre a rota mais barata, mesmo que demore mais e tenha que fazer mais baldeações. Pra eu ir para Akihabara, por exemplo, pago ¥940 e passarei a pagar ¥980, com o reajuste. O negócio vai ser diminuir as saídas, jogando várias atividades para um mesmo dia, como já venho fazendo atualmente. Dois filmes por vez, ou um filme+live, ou idas a cafés temáticos.
E é claro, sempre utilizar as prestações de serviços como cupons, stamp-card, point-card etc. Quanto mais puder arredondar os preços pra baixo, melhor. Uma outra dica da minha parte, com relação à mercados, é ir em vários deles, sem reuniar as compras num único lugar. Claro, isso pra quem tiver essa opção, como é o meu caso. Frequento três, Torisen, Belc e Beisia, e seleciono os produtos mais baratos em cada.

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