segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Entrevista com Yuka Hirata, a Mele, de Jûken Sentai Gekiranger.

Rio-sama no Ai no tame ni Iki, Rio-sama no Ai no tame ni Tatakau!
Vivo pelo amor de Rio-sama, Luto pelo amor de Rio-sama!


Frase: Se for pelo Rio-sama, acabo fazendo qualquer coisa... Prestem atenção nessa Mele-chan!

Quando era pequena, assistia junto com minha irmã mais velha séries como “Mahô Shôjo Chûkana PaiPai” (1989), “Mahô Shôjo Chûkana Ipanema” (1989), “Bishôjo Kamen Poitrine” (1990), “Yûgen Jikô Sisters Chouchoutrian” (1993) entre outras. Se eu não me engano, Poitrine foi exibida quando eu passei do jardim de infância (Yôchien) para o primário (Shôgakkô), e vestindo um agasalho com o bordado da Poitrine, gostava de ficar imitando a fala principal dela, “Ai aru Kagiri Tatakaimashô!” (Lutarei enquanto houver amor!) (Risos). Depois, acho que era reprise, mas eu adorava as séries do “Sukeban Deka” (1985~87), das atrizes Saitô Yuki, Nanno Yôko e Asaka Yui.
Porém, eu mesma jamais imaginei que um dia viria a participar de heróis tokusatsu. Só que, como eu gosto de representar, não tive nenhuma objeção contra o papo do audition deste ano e experimentei participar. No audition, eu interpretei ambas, Ran e Mele. Em especial, é bem engraçado a mudança de comportamento repentina da Mele-chan, e realizei toda empolgada. Acho que por causa disso, acabaram me aprovando para o papel de Mele-chan. Mele-chan está definida como uma pessoa morta que foi ressuscitada pelo Rio-sama, e por causa disso, ela vive apenas pelo amor dele. É uma “Love Warrior” (Risos). Para Mele-chan, Rio-sama é único, uma pessoa para ser totalmente amado. O comportamento dela para com Rio-sama e as outras pessoas é completamente diferente. Contra os Gekiranger, ela mostra um lado severo, por outro lado, é algo como “Rio-sama♥”. Entre outras palavras, Rio-sama é o que importa. É o que se pode chamar de “Tsundere” (Risos). [Nota: Tsundere é a abreviação de Tsutsun-Deredere, uma expressão oriunda da subcultura otaku. É usada para exemplificar o comportamento amoroso de uma garota, através de duas personalidades: a normal, em que ela se mostra irritada, irada, brava (Tsuntsun) e uma segunda, em que fica toda carinhosa, tímida (Deredere)]. É gratificante poder me divertir com várias Mele-chan. Ainda não estou sabendo do desenvolvimento da história e das partes mais detalhadas, mas a medida que vou interpretando, acabo nem ligando muito pra isso. É lógico que eu não sei o que vai acontecer no futuro, sendo assim, será que a Mele-chan do começo se tornará bem diferente da Mele-chan do final? Por enquanto estou compondo a imagem da Mele-chan de acordo com o que está no script, mas acho que posso interpretar por mim mesma. De fato, perguntei o seguinte ao diretor Nakazawa (Shôjirô): “Como eu não sei o que vai acontecer a diante, pode ser que o personagem sofra mudanças durante a interpretação. Não tem problema?” Sendo assim, recebi o seguinte conselho do diretor: “É natural mudar. Afinal de contas, isso é o amadurecimento”. Isso me deixa mais aliviada e possibilita de eu interpretar a Mele-chan com determinação.
As filmagens são uma dureza, realizada em dias contínuos. Como nesta época o sol se põe muito cedo, se não filmarmos enquanto houver claridade... começa a “voar” um monte de gritos esbravejantes (Risos). Mas tem muita coisa que aprendo diariamente, está sendo uma novidade pra mim. Tenho que acordar cedo, pois nos reunimos por volta das 6hs da manhã. Não que eu não goste, mas fico preocupada em não conseguir acordar. Quando penso na possibilidade de não perceber o despertador, mal consigo dormir direito (Risos).
Desde que foi decidida a minha participação, tive a oportunidade de ir uma vez ao Tokyo Dome City, e nos arredores da entrada do Sky Theater, estava passando uma imagem do Boukenger. Enquanto eu assistia pensando, “ah, é este tipo de obra”, várias crianças com suas mães começavam a se aglomerar ao redor, daí eu senti a verdadeira popularidade do Sentai. Em especial, as crianças olhavam fixamente a tela como se fossem devorá-la. Por um lado eu pensei, “que programa fantástico”, mas como eu faço o papel de vilã, quando o programa (Gekiranger) começar, será que vou ser odiada por essas mesmas crianças? Isso me deixou preocupada (Risos).
Atualmente, são muitos os crimes cometidos por garotos. Mas na verdade, acho que só a própria pessoa compreende os motivos que a levam a fazer isso. Com a Mele-chan é a mesma coisa, acho que existe alguma razão para ela fazer maldades. Se for pelo Rio-sama, que para mim é como um deus, eu acabo fazendo qualquer coisa. Se puderem prestar um pouco de atenção nos sentimentos da Mele-chan, gostaria que pensassem algo como “Mele Ganbatte!” (Esforce-se Mele!) (Risos). Quero interpretar uma vilã com essa existência.

Hirata Yuka – Nascimento: 15/9/1983. Local: Hokkaido. Tipo Sanguíneo: A. Principais atuações: TV Drama “Food Fight” (2000), “Onyado Kawasemi” (2004), “Byakuyakô” (2006) etc. Também participou de filmes, teatro, comerciais, fotos etc.

Tradução e Adaptação: Michel Matsuda.
Fonte: Revista Toei Hero Max Vol.20
Nota: Fiz o melhor que eu pude, traduzindo e adaptando, mas muitos podem não compreender algumas partes da entrevista. Mantive o texto em primeira pessoa e procurei não mudar muitas frases, mas gostaria que todos compreendessem que o processo de tradução do japonês para o português é algo muito complexo. Nem sempre há uma equivalência entre ambas as línguas. Pra quem quiser ver o texto em japonês, clique aqui.

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2 Comments:

At segunda-feira, junho 09, 2008 4:40:00 AM, Blogger Z.S. Kiva - Deka said...

Ótimo,visitem tb:

http://sentaiplanet.blogspot.com/

:)

 
At quarta-feira, dezembro 30, 2009 9:13:00 PM, Anonymous Lucas said...

que gata!

 

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