sábado, fevereiro 20, 2010

Entrevista com a Tamao Sato

Entrevista com a bela Tamao Sato, intérprete da Momo Maruo (Oh Pink), em Chôriki Sentai Ohranger (1995), publicada na revista Toei Hero Max Vol.32 (lançada dia 1 de fevereiro). Esta é segunda entrevista que ele concede a revista, a primeira foi no Vol.26, em comemoração ao lançamento dos DVDs da série. Ohranger vem sendo exibida pelo Toei Channel às segundas, das 18hs às 19hs.

THM: Desde a estréia de Ohranger, já se passaram 15 anos...
Tamao: Nossa, como o tempo passa rápido, não? (Risos). Pra mim, Ohranger foi o meu primeiro programa regular, e me deixou uma grande impressão, uma obra que me ensinou a alegria e a dureza do trabalho. Logo que começaram as gravações, eles viviam sempre bravos comigo, esbravejando coisas como “Você está no lugar errado!”, Você é lenta pra correr!” etc. Eu me lembro bem que o cameraman Inokuma (Masao) vivia chamando a minha atenção, na hora que era pra valer (Risos). Porém, como esse tipo de programa tokusatsu é realmente feito por um staff muito grande, tão logo viramos uma família. O estúdio virou um lugar aconchegante, que mais parecia a minha casa (Risos). A cada dois episódios filmados, havia uma pausa e realizávamos uma pequena reunião. Isso era muito divertido. Ah, e não estou dizendo que era divertido só porque bebíamos sake, viu? (Risos). Sabem, eu adorava a sensação de ter alcançado algo.
THM: Em se tratando de produção tokusatsu, com certeza houve muitas dificuldades, não?
Tamao: O que me dava medo eram os explosivos, além é claro de ter que ser pindurada várias vezes. Porque será que eu tinha que ser pindurada, ser amarrada? (Risos). Tenho a impressão de que isso acontecia muito. Com relação a ação, a intéprete da Oh Pink, Toshie (Murakami) me deu muitas dicas de movimento. Os movimentos da Toshie não eram apenas belos, mas muito delicados. Além disso, haviam muitas situações de cosplay, embora isso não seja uma norma em se tratando de tokusatsu (Risos). Não que eu detestasse, mas às vezes tinha umas peças que enalteciam demais o corpo, algumas eram até “meio embaraçadas”... Biquíni era o que mais tinha, será que era um vício do produtor? (Risos). Na época, acho que a Yellow/Juri (Ayumi Asô) estava trabalhando como garota propaganda, e eu também estava realizando ensaios fotográficos, por isso, a gente não fazia tanta resistência assim.
THM: Na época, o que achou da reação dos fãs?
Tamao: Eu recebia poucas cartas de fãs. Acho que quem recebia mais era o Blu/Yuji (Masashi Gôda). Hoje ele é o Kaku-san, da série “Mito Kômon”, mas já tinha popularidade desde aquela época. O que me deixou feliz foi quando realizamos a sessão de cumprimento no Parque Kôrakuen, e aí eu percebia como os olhos das crianças cintilavam! Essas lembranças são como um tesouro pra mim.
THM: E sobre o restante do elenco?
Tamao: Eu conversava muito com a Juri, já que éramos as duas únicas garotas. Mesmo depois que a série terminou, a gente se encontrava. A Juri realizava trabalhos em outros eventos, enquanto fazia Ohranger, era muito complicado. Ela tinha uma imagem diferente do personagem, muito mais feminina. Agora ela está casada e já virou mãe. É, realmente... Que inveja (Risos). Ela faz parte do “grupo das vencedoras” (Risos). O Hiroshi Miyauchi, que fazia o Chefe de Estado Maior (Miura), me ensinou coisas como a postura de um ator, e como se relacionar com crianças. Ele mais parecia um professor principal de escola. Várias vezes ele me pagou Ebi-Pilaf (prato feito à base de arroz com camarão) num restaurante perto do estúdio (Risos). Depois, não posso deixar de mencionar o pessoal do JAC (atual JAE). Sempre muito atenciosos pra tudo. Tinha vezes que nós saíamos pra beber e quando não dava pra ir embora, ficava até de manhã no “JAC Room”, lá no estúdio. O (Kazutoshi) Yokoyama, intérprete do Oh Red, dizia “que a única atriz que passava a noite ali era a Tamao” (Risos).
THM: Deixe uma mensagem para os fãs que estão assistindo o programa, agora pelo Toei Channel.
Tamao: Eu mesma, se ver atualmente, tem muitas partes que dá até vergonha (Risos), mas acho que é uma obra divertida de assistir mesmo hoje. Gostaria que se divertissem com Ohranger para sempre. Como uma das oriundas de Sentai, desejo que ele continue para sempre.

Tamao Sato – Nascimento: 2/1/1974. Local: Província de Chiba. Blog Oficial: http://ameblo.jp/tamao-blog/

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Gosei Tenshi-tachi no Shôzô (O Retrato dos Anjos Protetores)

Entrevista com o elenco de Gosei Sentai Goseiger, publicada na revista Newtype The Live No.047 (March/2010), lançada dia 1 de fevereiro. [Gosei Red/Alata=Yûdai Chiba, Gosei Pink/Eri=Rika Satou, Gosei Black/Agri=Kyôsuke Hamao, Gosei Yellow/Moune=Mikiho Niwa, Gosei Blue/Hyde=Kento Ono]

Niwa: Foi no audition final que nós 5 ficamos juntos pela primeira vez, não?
Satou: É, fizemos praticamente nessa formação.
Ono: Sim, sim. Naquele momento, a Rika-chan era a que chamava mais a atenção.
Hamao: Eu também pensei nisso.
Satou: Eh? Me desculpem...
Ono: Bem, vendo imparcialmente, já imaginava que essa garota seria escolhida.
Satou: Obrigada! No meu caso, o Chiba-kun era o garoto que tinha todo o jeito de herói. Ele deixou uma boa impressão no momento da auto-apresentação, com um jeitão daqueles que se defrontam com qualquer coisa, e com um vigor impressionate.
Niwa: Também acho.
Chiba: Tá brincando!?
Ono: Eu também acho. Tipo, se for um Red afoito, acho que é esse cara mesmo.
Hamao: Sei, sei!
Niwa: Parece que a Rika-chan estava junto desde a primeira etapa, mas não percebi se estava até a segunda.
Satou: Eu te percebi desde a primeira etapa! Imaginei que você tinha “cara de Sentai”, e daí não tirei os olhos de você. Com certeza ia passar...
Niwa: De novo esse papo (Gargalhada). O que eu me lembro é de ter feito uma vez (no audition), o papel de irmãos junto com o Hamao-kun, e como foi muito fácil de fazer, eu disse a ele, “como seria bom se realmente pudéssemos fazer (o papel de irmãos)”. E no fim das contas, ele realmente ele virou meu irmão!
Hamao: Disse tudo! Eu também senti isso ao fazer.
Satou: Aliás, o Ono-kun com certeza ia ser o Hyde.
Chiba: Já imaginava que ele ia passar.
Niwa: É que ele é enorme!
Ono: ...Só na altura (Risos).
+++++
Chiba: Porém, quando fui escolhido, na hora eu soltei um grito de felicidade “Yatta!” (Consegui!), no instante seguinte, veio a ansiedade do que fazer.
Satou: No meu caso, eles esconderam o jogo! Absolutamente não houve contato da agência, mesmo passando o dia em que sairia o resultado, e quando eu perguntava, eles diziam “Não sabemos. Mas se você não se esforçar para o próximo, Satou, tu vai ficar à perigo”. Mais ou menos duas semanas depois, quando eles vieram me dizer “Na verdade, você havia passado. Parabéns”, fiquei feliz e tranquilizada, que não segurei as lágrimas.
Niwa: Comigo também foi a mesma coisa. Após o término do último audition, fiquei muito interessada, mas por medo do resultado, não perguntei nada. Certo dia, ao ser chamada na agência, todos estavam de cara amarrada me aguardando. Ao pensar que o clima era de “Ah, será que eu não passei?”, de repente eles disseram “Você foi aprovada!”. Pensando bem, quiseram fazer surpresa, mas eu cheguei a pensar que fosse pegadinha (Risos).
Hamao: Será que também esconderam de mim? Mesmo no período em que era para ter saído o resultado, o meu empresário dizia que ainda não veio, e num outro dia, recebi a ligação referente a um outro audition. Ao ouvir apreensivamente, ele disse sem qualquer hesito, “Ah, você foi aprovado, viu”...
Chiba: ...Como assim, outro audition?
Hamao: Por causa disso, demorei pra cair na real (Risos). ...Ela só veio lentamente depois que eu desliguei o telefone.
Ono: Comigo também, só me disseram depois de algum tempo, e mais do que espantado, fiquei é intranquilo. Foi uma sensação estranha, de como se eu não tivesse agarrado nada, independente do que eu fizesse.
Niwa: Mesmo no momento da confrontação e do ajuste de figurino, absolutamente eu ainda não entendia o que é o que...
Hamao: Sim, sim. Até as filmagens começarem, era mais essa a sensação.
Satou: Mesmo quando fazia refeição com o pessoal do staff, não tomava conta da realidade, e me perguntava “Porque será que que eu estou comendo num lugar desses...?”
Hamao: Realmente faz pouco tempo que começamos a sentir a realidade.
Niwa: Talvez, acho que é porque as filmagens são continuas e passamos a ver os mesmos rostos todos os dias.
+++++
Satou: A primeira impressão de Tensô Sentai Goseiger é a sensação de que “vai se tornar um Sentai diferente até hoje”, já que os membros são aprendizes de anjo.
Ono: É claro que já existem as definições básicas, mas acho que podemos construir por nós mesmos, cada um dos personagens, sentindo também desafio e diversão. Primeiro ouvimos as definições, e logo começamos a viajar pela história (Risos).
Chiba: Sim, sim. Eu cheguei a fazer a imagem ilustrativa da “Ten no Tô” (Torre do Céu).
Hamao: Isso é fabuloso!
Niwa: Os garotos em geral são criados vendo séries Sentai, né?
Hamao: É. Dos que eu me lembro, acho que são (Ninja Sentai) Kakuranger, (Gekisô Sentai) Carranger e (Hyakujû Sentai) Gaoranger. Além desses, eu assisti também a reprise de Himitsu Sentai Goranger.
Chiba: Eu tinha muitos brinquedos de (Kyôryû Sentai) Zyuranger. Como eu gostava de Zyuranger, também passei a gostar de dinossauros.
Hamao: Entendo!
Ono: Eu era pequeno e não me lembro bem, mas parece que eu tinha ido no “Kôrakuen de boku to akushu” (Me cumprimente no Kôrakuen)... Lá em casa tem uma foto (Risos). Porém, é estranho pensar que agora, nós mesmos faremos esses heróis. [Nota: Kôrakuen de boku to akushu é aquela tradicional campanha dos shows no parque Kôrakuen, em que a criançada cumprimentava o guerreiro vermelho].
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Chiba: Em Goseiger, o “crank-in” (início das gravações) de cada um foi em separado, né? Por isso, quando os 5 ficaram juntos, achei que foi muito divertido. [Nota: Crank-in=Início das gravações, Crank-up=Término das gravações].
Hamao: Sei lá, sinto que pude ficar finalmente aliviado.
Ono: No meu caso, por ter atrasado (o crank-in), quem já estava dentro me dizia que “a coisa estava séria, tavam soltando os cachorros...”, o que me deixou muito apreensivo. ...Mas parece que era apenas brincadeira (Risos).
Satou: Na véspera eu fiquei apreensiva, que nem consegui dormir.
Chiba•Hamao•Niwa•Ono: Sim, sim!
Niwa: Eu e o Hamao-kun tivemos o crank-in já como irmãos, e o Chiba-kun, que já havia entrado nas gravações, veio dar uma espiada e nos deu umas dicas. Ajudou muito! Obrigada.
Chiba: Na verdade, eu não fiz nada, apenas na hora de embora, tinha dito “Otsukare!” (Bom descanso!). [Nota: Otsukare (sama) é uma expressão de despedida no trabalho, que literalmente significa “estou cansado”].
Hamao: Mas realmente isso veio em boa hora! Me deixou feliz.
Chiba: Eu entrei sozinho nas gravações, mas como estava muito tenso, não me lembro de nada. ...Bem, tinha o Nozomu-kun. [Nota: Nozomu Amachi é o garoto que se encontrou com o Alata no início, e começa a manter uma profunda relação com os Goseiger].
Ono: Todo mundo estava acompanhado de alguém... E eu estou sozinho, o jeito é ir ver o mar.
Todos: (Risos).
Hamao: Paciência, o clã Seaick é só um (Risos).
Niwa: Como no clã Landick, o Agri e a Moune são irmãos, é comum estarmos sempre juntos.
Hamao: Temos um lado teimoso, de querer sair lutando por nós mesmos, sem depender dos outros.
Satou: E vendo isso, é o clã Skick que diz “Maa-Maa” (Calma, calma).
Chiba: É que eles são “My Pace” (Meu Passo). [Nota: My Pace é uma expressão que define o comportamento de uma pessoa que vive em seu próprio ritmo].
Ono: E são esses dois clãs que deixam o clã Seaick irritado (Risos).
Hamao: E as características dos clãs e o comportamento dos cinco estão cuidadosamente representados.
Niwa: O interessante é ver como os cinco, que tem comportamentos distintos, vão entrar em harmonia.
+++++
Ono: Enquanto for com estes cinco, pretendo me esforçar, unindo as forças com todos, a ponto de atingir o topo dos Sentais até o momento.
Hamao: É claro que a pressão existe, mas herdando os ideais dos “senpais” interligados até hoje, quero fazer (de Goseiger) uma produção Sentai espetacular, a ponto de não perder para Shinkenger!
Niwa: Numa história com duração de um ano, eu mesma também vou amadurecer, e vai ser bom se eu puder transmitir muita coisa à todos. Antes de mais nada, gostaria que todos assistisem o primeiro episódio, a ser exibido logo.
Satou: Como vamos fazer uma obra divertida, unindo a força dos cinco, conto com o apoio de todos na frente da TV, nas manhãs de domingo!
Chiba: Como o tema de Goseiger é “unir a força dos cinco”, pretendo dar valor ao trabalho em equipe. Conto com vocês.

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quinta-feira, agosto 27, 2009

Kamen Rider W – “Main Cast Discussion”

Trago à vocês um debate com o trio principal de Kamen Rider W, os protagonistas Shôtarô Hidari (Renn Kiriyama) e Phillip (Masaki Suda), e a heroína Akiko Narumi (Hikaru Yamamoto), publicada na revista Toei Hero Max Vol.30 (lançada dia 1 de agosto).



---Primeiro, poderiam nos contar o que rolou até serem escolhidos para os papéis?
Kiriyama: Eu, na verdade, já prestei vários auditions para Rider. Por isso, por ter finalmente conseguido vencer, o nível de felicidade foi 4 vezes maior.
Yamamoto: Na verdade, eu também já prestei várias vezes. Depois que o Takeru Satô, que é da mesma agência que eu, apareceu em Kamen Rider DEN-O, eu também pensei em querer participar de um Rider.
Suda: Quando eu ouvi que tinha sido aprovado no audition, fiquei surpreso, a ponto até de desconfiar. Mais do que poder me tornar um Kamen Rider, eu mesmo ser aceito no “lado dos que atuam”, me deixou muito mais surpreso. Depois desse susto, aí que eu me toquei, “Ah, sim, eu é que sou o Rider!” (Risos). Como posso dizer, foi uma dupla surpresa e uma dupla felicidade.
---No momento do audition, todos vocês chegaram a se encontrar?
Yamamoto: Só eu não encontrei.
Kiriyama: Nós (eu e o Suda) estivemos juntos no audition. Até trocamos umas palavras uma vez.
Suda: Nessa ocasião, o nome dos papéis já eram Shôtarô e Phillip.
Kiriyama: A atmosfera dos papéis também era igual ao de agora.
Yamamoto: Eu não era a Akiko, pois para avaliarem a interpretação, tive que fazer vários papéis.
---Qual a primeira impressão entre vocês?
Kiriyama: O Masaki parece que não está lembrado desse momento (Risos).
Suda: Como foi o meu primeiro audition, só pensava em mim mesmo, por isso não me lembro de nada (Risos).
Kiriyama: Eu, até certo ponto, me lembro mais ou menos das pessoas que estavam juntas no audition, mas realmente como a vontade de querer ser aprovado era mais forte (Risos), eu também só tinha cabeça para pensar no Shôtarô.
---E qual a impressão ao se envolverem de fato?
Kiriyama: Só de conversar com o Masaki, não dá pra sentir a diferença de idade. Mas tem aquele momento que você acaba se lembrando, “Ah, ele só tem 16 anos”. As vezes ele fica fuçando o local de filmagem, e quando encontra algo novo, sempre vem com aquela cara de “o que é isto?” (Risos).
Yamamoto: Entendo como é isso (Risos). Ele fica mexendo no set ou em qualquer coisa, com extrema curiosidade. De repente você escuta um, “Ah, abriu-se!” (Risos).
Kiriyama: Depois, ao receber as instruções do diretor, logo abre o script, e faz o melhor para tentar entender, ficando muito sério. Sério, ou melhor dizendo, franco.
Yamamoto: Sim, sim. Eu acho que é por isso que ele consegue cumprir imediatamente o que é dito.
Suda: Vocês dois, não perdem tempo mesmo~ (Risos). O Renn é muito legal, o cara realmente parece brilhar. Mais do que um cara legal, fica a impressão de uma pessoa divertida. Mesmo quando eu digo umas coisas sem graça, ele sempre dá uns “tsukkomi” em mim. Por isso ele é uma pessoa adulta, perfeitamente capaz de lidar com um moleque como eu (Risos). A Hikaru, quando a encontrei pela primeira vez, me perdoe, mas pensei que era mais nova do que eu.
Yamamoto: Sim. Eu tinha dito algo como, “É só um ano mais novo, né?”, mas na verdade o que eu pensei foi, “Qual é a desse garoto?” (Risos).
Suda: Não posso fazer nada com relação a isso (Risos). Mas ao conversar com ela, eu pensei, “Ah, realmente é mais velha”. Só que no início, eu não realmente não sabia por onde começar, aí fiquei na dúvida se dirigia a palavra ou não.
Kiriyama: Certamente. No início eu não sabia por onde começar e fiquei pensando num jeito de ficar desinibido, daí passei a sondá-la de vários ângulos. Pensei que ela era uma garota quieta, mas dentro do ônibus para locação ela passou a conversar, daí que eu percebi que ela é uma garota que fala pra caramba. Alegre e pop...
Yamamoto: Pop?
Kiriyama: Glamurosa?
Yamamoto: Glamurosa (Risos).
Kiriyama: Ela dá a sensação de deixar o interior do ônibus na cor laranja (Risos). Consegui ficar desinibido, e passamos a zuar juntos.
Suda: Sim, sim. Ao conversar com ela, realmente deu pra perceber que ela é pop (Risos).
Yamamoto: Pop? Cor laranja e glamurosa?
Suda: Sim (Risos). Como somos nascidos em Kansai, é interessante que a maneira de falarmos também seja parecida.
Yamamoto: Quando conversamos à dois, é com o dialeto de Osaka.
Suda: Claro.
Yamamoto: E de vez em quando o Kiriyama tenta nos imitar.
Kiriyama: Falso dialeto de Kansai (Risos).
Yamamoto: No início eu tinha uma imagem fria do Kiriyama, mas também dá a sensação de zuar muito, e quando a interpretação não sai lá muito boa, dá pra perceber que ele fica muito frustrado (Risos), na verdade é um cara quente.
---As filmagens ainda estão no começo, mas vocês já conseguiram captar seus próprios personagens?
Kiriyama: Honestamente falando, ainda não sei. No ensaio que antecede às gravações, a imagem do Shôtarô formulada por mim e pelo diretor acaba não batendo, e sinto que tenho que fazer tirando um balanceamento daí. Desde que começaram as gravações, já se passaram 3 semanas, e já consegui captar mais do que antes, mas no começo, eu realmente não compreendia o Shôtarô. Por exemplo, no comecinho do primeiro episódio...né?
Suda: Você ficava sempre repetindo, “Porque tem que ser assim?
---O Phillip também é um personagem complicado.
Suda: Ele mesmo não entende o próprio comportamento. As partes mais complicadas, as vezes eu pergunto ao diretor Tasaki (Ryûta). Aí tem que aceitar, quando o diretor Tasaki diz, “O Phillip tavez seja assim”. Como quase tudo que eu tinha pensado acabou mudando, então acho que ainda não captei tanto o personagem. Mesmo assim, comparado ao início, acho que mudou bastante.
Yamamoto: Acho que a vida da Akiko até aqui, assim como os sentimentos de Phillip e Shôtarô, está tudo dentro da cabeça do diretor Tasaki. Por isso, se vem do diretor, dá pra aceitar na boa, já que ele me adverte encarnando os sentimentos da Akiko. E da minha parte também fica fácil de me aconselhar, dizendo que “quero interpretar desse jeito”.
---Compreendo. Então digam a impressão de cada um em relação ao diretor Tasaki.
Yamamoto: A imagem de quem está sempre rindo (Risos).
Suda: Uma pessoa muito trabalhadora e perspicaz. No início parecia uma pessoa misteriosa, tinha momentos que você não sabia o que ele estava pensando, mas vendo ele dando instruções precisas pra cada um, fiquei espantado, “Eh, até aí ele enxerga!
Kiriyama: Sim. É uma pessoa muito lógica.
Suda: Além disso, ele carrega uma profunda atenção dentro de si, mesmo que seja algo pequeno, se ele não aceitar, com certeza não vai dar o OK. Agindo assim, acho fantástico os pontos em que sua atenção vai ganhando formas reais.
Kiriyama: Ah...e o inglês dele é fluente (Risos). No segundo episódio, no qual aparece um ator estrangeiro, o diretor assistente ficou em apuros por não falar inglês, mas o diretor veio suavemente, explicou em inglês fluente, e foi embora do mesmo jeito que veio (Risos).
Yamamoto: Muito legal! Queria muito ter visto isso! (Risos).
---“W” foi apresentado durante o evento “Jûnensai” (Festival do 10ºAniversário), mas qual foi a impressão de vocês ao estarem diante dos fãs pela primeira vez?
Suda: A aclamação foi incrível.
Kiriyama: Realmente foi incrível. Fiquei pensando se teria muito apoio de pessoas jovens, mas a quantidade de Rider Fans adultos era bem maior, seguido de crianças e jovens... A faixa etária dos Rider Fans é realmente bem extensa. Enquanto aguardava na extremidade do palco, a aclamação do público gritando “Wooh!”, no momento em que começou a passar o vídeo do “W”, teve um efeito extraordinário, e até elevou a voltagem de nossas tensões.
---Um pouco antes, também houve o anunciamento da produção, e nesse caso, chegou a dar uma sensação diferente?
Kiriyama: É verdade. Fiquei mais nervoso do que no anunciamento da produção. Realmente foi a primeira vez que eu tive contato com os fãs, cerca de 5000 pessoas. Realmente, terem reunido tanta gente assim que gosta de Rider, me fez sentir na pele coisas como a expectativa da obra e a força do olhar do público.
Yamamoto: Pude ouvir o apoio do público, lá da ponta do palco, e também vi o estado do auditório, pelo monitor da sala de espera, mas ao estar de pé no palco, fiquei assustada com a profundidade dos assentos. Porém, é claro que eu não subi ao palco sozinha, como já tinha a imagem de subir ao palco em equipe, fiquei mais tranquilizada, apesar de nem todos terem podido estar juntos. Mas, bem, fiquei nervosa mesmo (Risos).
Suda: Eu, não sei se era nervosismo, mas já não estava entendendo mais nada (Risos). Tive a sensação de que ia acabar esquecendo o que falar.
Yamamoto: Foi mais ou menos assim (Risos). Vários gritos de “Ganbare!” (Esforcem-se!) vinham do público.
Suda: Sim (Risos). Realmente, achei que muita gente estava cheio de expectativas.
Kiriyama: Por isso, embora ainda tenha um mês até a exibição, o W vai aparecer antes no filme do DECADE, e espero que os fãs comecem a se diverdir primeiro por aí, e que sirva para aquecer os sentimentos até o início do nosso próprio programa.
Suda: Tanto o Shôtarô como o Phillip, embora sejam Riders, tem pontos que os fazem não parecer heróis, e acho que pode se tornar um novo formato de Kamen Rider. Ficarei muito feliz se puderem se divertir com isso, não só pelo fato de serem duas pessoas que se transformam.
Yamamoto: Shôtarô e Phillip são o Kamen Rider, mas como a Akiko é simplesmente uma pessoa comum, ficarei muito feliz se os telespectadores puderem sentir como se estivessem dentro da história, ao me verem.
Kiriyama: Como eu acho que é uma obra que dá pra se divertir puramente como um drama, e não apenas como um Kamen Rider, espero que todos curtam o “W” pela sua graça!

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sexta-feira, janeiro 16, 2009

Entrevista com o ex-ator Masaru Yamashita

Em comemoração ao lançamento das figuras ACTION WORKS Tokkei Winspector (Agosto/2008), pela MegaHouse, saiu uma bela entrevista com o ex-ator Masaru Yamashita, intérprete do Ryôma Kagawa (Fire), publicada na edição de agosto da revista Dengeki HOBBY (Ed. Ascii Media Works). Yamashita relembra histórias interessantes das filmagens, conta o que está fazendo atualmente e é claro, dá a sua opinião sobre as Action Works. Apreciem a entrevista exclusiva!

DH: Tokkei Winspector surgiu na TV em 4 de Fevereiro de 1990. Cerca de 18 anos depois, são lançadas as figuras de ação do Fire, Bikel e Walter, da coleção ACTION WORKS Tokkei Winspector. Qual a impressão delas, vendo-as na sua mão?
Yamashita: Fiquei espantado! Tem um acabamento maravilhoso... Dá pra perceber que se preocuparam até nos detalhes, tanto na proporção como na coloração, e vem até com a Tokkei Techô (Caderneta Especial) e a Hand Wapper (Algemas). Na época da exibição, alguns brinquedos como bonecos de vinil, o Tokkei Techô e uma miniatura do Winsquad haviam sido lançados pela Bandai, sendo que eu mesmo cheguei a comprar vários deles em lojas de brinquedos, mas como eles tinham como alvo às crianças, nenhum desses brinquedos tinha um acabamento que fazia lembrar a forma da vestimenta utilizada nas filmagens.
DH: Como este produto é aconselhável para maiores de 15 anos, pode-se dizer que é um produto com conteúdo de alta qualidade, um “presente” para as pessoas que cresceram vendo Winspector quando criança.
Yamashita: É impressionante poder alinhar de uma só vez o Fire, o Bikel e o Walter. Até eu fiquei com vontade de tê-los (Risos).
DH: Graças a exibição pelo Toei Channel (CS) e pela distribuição via internet, através do Toei Tokusatsu BB (Broad-Band), novos fãs estão surgindo!
Yamashita: Graças à Deus... Eu sempre tinha em mente que nesses programas de “heróis tokusatsu”, as crianças iam atrás dos personagens mais novos, que algum dia acabariam sendo esquecidos, a cada vez que surgisse um programa mais novo anualmente, mas só de saber que ainda existem pessoas que se lembram, isso me deixa muito feliz.
DH: A oportunidade de participar de Tokkei Winspector veio certamente de um audition, não é?
Yamashita: Sim. Até então, eu fazia ação como dublê, chegando a aparecer fantasiado em shows do Kamen Rider BLACK RX... (Risos). A chance veio nessa época, quando o meu empresário disse o seguinte, “Consegui um audition para TV, você não quer tentar?” Ao saber que era uma seleção para papel secundário, pensei que tinha como dar um jeito, mesmo eu que não tinha experiência em interpretação, então resolvi ir prestar o audition, mas me embaralhei todo com as falas e acabou saindo uma bagunça... (Risos). Como tinha sido nessas condições, não pensava que poderia ser aprovado, mas dias depois, fiquei espantado ao ouvir do meu empresário, que tinha sido aprovado!
DH: Mas naquele momento, você mesmo ainda não sabia que tinha sido escolhido para o papel principal...? (Risos)
Yamashita: É verdade. Dias depois, eu tive um encontro com o produtor da Toei, Nagafumi Hori, e a partir daí eu soube pela primeira vez que era para o papel principal. “Eh, não era para papel secundário!?”, indaguei, lembro de ter dado um branco em minha cabeça. Desde então virou uma correria, cada dia era uma batalha. Por ter sido escolhido como papel principal, decidi no fundo do coração que o jeito era fazer dando o melhor de mim! Apesar de ser igualmente um novato como ator, tinha o sentimento de “querer ser reconhecido por mim mesmo como ator!”
DH: O personagem “Ryôma Kagawa” foi batizado assim pelo fato do produtor Hori ser natural da província de Kagawa, e no estabelecimento da série, você era um investigador de polícia de apenas 23 anos. Ryôma era uma pessoa muito inteligente, que dominava o estudo das línguas (falava 5 línguas), como ex-atleta fortalecido das olímpiadas, e também entendia de ciência de alta tecnologia. E o que você diz a respeito da construção desse personagem, que podemos chamar de o “Homem Perfeito”?
Yamashita: No início, pensei que o jeito era seguir o que estava estabelecido. Pra mim, que não tinha experiência em interpretação, mesmo pensando muito, achei que não conseguiria construir o papel. Não tinha tempo pra ficar pensando nisso. Por isso, como o Ryôma é um “aliado da justiça”, interpretei com afinco, tentando transmitir às crianças que assistiam, uma imagem de “estar fazendo com muita dedicação!”.
DH: Falando a respeito da vestimenta do Ryôma na série, na primeira sessão de fotos realizada antes de começarem as filmagens, você foi apresentado de terno, dando a real impressão de um “drama policial”, certo?
Yamashita: Isso foi no primeiro ajuste de figurino. Como o protagonista de Kidô Keiji Jiban era um policial de terno, pode ser que eu tenha herdado essa imagem...
DH: Uma pena não ter aparecido assim na série, mas essas fotos de terno foram publicadas em algumas revistas infantis e em cartazes colados na emissora, antes do programa ter estreado.
Yamashita: Como essa versão de terno não combinava muito comigo, eu e o encarregado do vestuário fomos juntos até Harajuku para comprar uma nova vestimenta, e o resultado foi essa jaqueta preta de couro que eu passei a vestir.
DH: Então, decidida a vestimenta oficial, teve início as filmagens do primeiro episódio, “Akachan Bôsô!”, mas como estava o seu estado de espírito no início das filmagens?
Yamashita: Não me lembro bem disso... (Risos). Como era tudo a primeira vez, dei o máximo de mim! E como eu fazia na maior concentração, não tinha tempo pra ficar prestando atenção em detalhes... Uma impressão do primeiro episódio, hum, talvez o fato de sempre deixar o diretor Akihira Tôjô irritado... (Risos).
DH: O Ryôma vestia a armadura especial “Clustector”, no momento de prender os bandidos. “Fire” era o nome de código do Ryôma nessa forma, e o que você tem a dizer sobre o design do Fire?
Yamashita: Quando vi pela primeira vez o traje para filmagem, pensei, “Que bonito!”. Uma coisa que despertava a minha curiosidade, era o porquê de ter aquela antena na cabeça (Sigint Seeker)... (Risos).
DH: Após prender o criminoso, aquela cena em que o Ryôma tira o capacete do Fire deu no que falar. Parece que isso foi uma idéia do diretor de ação Junji Yamaoka (na época, do Japan Action Club), e na condição de expressar um herói que executa o trabalho cheio de suor, acho que ficou algo bem apropriado. Isso porque exerceu forte influência nas produçãoes posteriores também...
Yamashita: Pensei muito em como me expressar no momento de soltar o suor, após tirar o capacete..., mas como não me veio nenhuma idéia, na hora da gravação, deixei fluir naturalmente. Mas depois eu lembrei, que eu mesmo tinha uma mania antiga de fazer isso, após lavar a cabeça na banheira. Por isso, acho que esse movimento ficou natural.
DH: A fala “Chakka!”, emitida no momento de vestir o Clustector, também era impressionante.
Yamashita: Aquilo foi surpreendentemente fácil. Eu pensava que o Fire também teria uma pose de transformação, como em outros heróis tokusatsu, mas depois de saber que era uma pose de só apertar o botão, sentado dentro Super Carro Patrulha, no início das filmagens fiquei preocupado, “será que as crianças que estão assistindo vão achar isso legal...?” (Risos).
DH: Para esse Super Carro Patrulha, o Winsquad, foram utilizados 2 carros modificados, tendo como base o carro estrangeiro Camaro Z28 (Modelo 1982). O que achou de dirigí-lo?
Yamashita: O Patrol Squad de cor branca, pra dizer a verdade, já o bati por duas vezes. Só de pisar o acelerador de forma convencional, já solta um “poder” extraordinário. Acho que dá pra perceber isso na série, quando eu largo girando as rodas no asfalto sem sair do lugar (Wheel Spin)... Deve ser bem complicado dirigí-lo no dia-a-dia... (Risos). O Fire Squad de cor vermelha, que o Fire dirige após se transformar, era muito bonito, podemos dizer que tinha uma autêncica imagem de “carro de herói tokusatsu”. Por ter reproduzido com perfeição o processo de transformação do carro, acho que ficou fácil para as crianças entenderem...
DH: Dos 49 episódios de Tokkei Winspector, qual foi o que mais te deixou impressionado?
Yamashita: Em termos de interpretação, o que eu mais sofri, foi o episódio 15 [Ryôma! Masaki o Ute (Ryôma, Atire em Masaki!)], no qual o Ryôma perde a memória. Se fosse para fazer uma cara de sofrimento de quando se está ferido, dá pra se basear em experiências passadas, mas como eu nunca fiquei com amnésia, me encarei no espelho e fiquei fazendo caretas pra ver se saía alguma coisa. Pra mim, é mais fácil fazer cenas de explosão ou cenas de sair rolando, e este foi um dos episódios que ficou marcado pela complexidade de interpretação.
DH: O episódio 13 [Ryôma ga Shinda...? (Ryôma Morreu...?)] também foi chocante. Tem a aparição de um grande inimigo, o Shinigami Moss, e a queda do Ryôma de um penhasco, junto com o destruído Super Carro Patrulha! Com certeza muitos telespectadores devem ter ficado preocupado, em “se o Ryôma tinha morrido mesmo...?”.
Yamashita: A ação da tomada na qual eu caio daquele penhasco, foi a única cena dentre os 49 episódios que eu tive que trocar com o dublê. Eu mesmo reivindiquei que gostaria de fazer, mas se por eventualidade acontecesse algum acidente, não teria volta, e por isso, não me deixaram fazer. Quando li o script, pensei “Vou fazer com todo esforço!”. Como pra mim, a ação é o “núcleo” da interpretação, o “apoio do coração”, interpretar por mim mesmo as cenas de ação me faziam sentir estar ligado ao personagem, Ryôma Kagawa. Por isso, na medida do possível, eu mesmo gostaria de fazer o papel do dublê.
DH: Falando em ação, em todo episódio você realizava a pose de abrir a Tokkei Techô (Caderneta Policial), que também servia como sua identificação.
Yamashita: O gesto para mostrar a Tokkei Techô era complicado. Faltaria impacto em apenas mostrar a caderneta, lançando a mão pra frente, e como a tampa aberta não parava de balançar, usei o dedo mínimo para poder apoiar instantaneamente a tampa. E de uma forma um tanto exagerada, dobrava a caderneta com a outra mão e guardava no bolso... Eu mesmo é quem tinha pensado nessa sequência de movimentos. Eu também era assim, o que as crianças viam e achavam legal, ficava sempre na memória, mesmo depois de adulto... Por isso, essa foi uma idéia que eu tive “para deixar algo em que as crianças possam sentir admiração”.
DH: Na época da exibição, também houve “atraction shows” que você mesmo participou. Acho que foi uma grande oportunidade para poder sentir diretamente a reação das crianças, que eram as telespectadoras...
Yamashita: Foi uma sensação muito estranha. Até então, eu só aparecia em shows como suit-actor, vestindo trajes de herói, colocando máscara, e depois passei a receber o apoio de cara limpa... Os shows foram em vários lugares como Tokyo, Saitama, Osaka etc, e fiquei muito feliz com o sentimento de apoio transmitido no local.
DH: Após interpretar o Ryôma Kagawa por um ano, em Tokkei Winspector, você teve participação semi-regular na continuação Tokkyû Shirei Solbrain, novamente como Ryôma Kagawa. No último episódio de Tokkei Winspector, Ryôma havia sido enviado à Interpol de Paris, mas volta ao Japão entre os episódios 21 a 23. Estes são episódios bem populares entre os fãs, denominados de “Fase Messiah” [Messiah era o vilão desse triplo episódio, vivido pelo ator Shinzô Hotta].
Yamashita: O Ryôma do episódio 22 [Hijô no Fire (Impiedoso Fire)], como diz o subtítulo, realmente estava “impiedoso”. Quando eu li o script, eu mesmo soltei um “Ehh!?”. Não era a imagem que eu tinha do Ryôma até então...
DH: O Ryôma, que sempre preservava a vida das pessoas, mesmo dos criminosos, estava tão impiedoso, que parecia até outra pessoa, ao encurralar e atirar numa pessoa sem hesitar.
Yamashita: Mesmo que ele tivesse esse tal lado impiedoso, acho que o Ryôma escondia isso. Porém, esse outro Ryôma mostrou de vez essa “impiedade” em seu modo de agir. Entendo que era necessário mudar a posição em relação ao Ryôma, protagonista da série anterior, e fiz um Ryôma com o papel de “dar um empurrãozinho no Daiki”, mas acho que as crianças que estavam assistindo devem ter se perguntado, “Eh? Tem alguma coisa estranha...” E também não estava dirigindo o Fire Squad... (Risos).
DH: E mais, na segunda metade do episódio 34 [Shin Eiyû Kyûshû e! I (Novo Herói, Vá para Kyûshû! I)], você reaparece como Knight Fire, vindo salvar o Solbraver do perigo! A partir do episódio 35 [Shin Eiyû Kyûshû e! II (Novo Herói, Vá para Kyûshû! II)], você passa a atuar junto com a Solbrain, na condição de membro da filial japonesa da Interpol.
Yamashita: Honestamente, acho o design (do Knight Fire) mais bonito do que o do Solbraver... (Risos). Mas ainda assim, tenho mais apego pelo Fire.
DH: Hoje, você está completamente afastado do mundo artístico, mas acho que os fãs de Tokkei Winspector devem estar muito interessados em saber sua situação atual... (Risos).
Yamashita: Ultimamente, aos sábados, domingos e feriados, tenho ensinado baseball a um time de garotos, do qual o meu filho faz parte. Desde criança eu praticava baseball, no primário e no ginásio, e quando estava no 3ºAno Ginasial, me mudei da província de Ishikawa para Tokyo, prestei o colegial, passei, mas não havia equipe de baseball... (Risos). Acabei prestando, sem pesquisar afundo (se tinha ou não equipe de baseball). E então, acabei tendo que desistir do baseball, dessa forma meio triste. Isso é algo que eu lamento...
DH: Por falar nisso, no final do episódio 3 [Yûjô ni Kanpai! (Um Brinde à Amizade!)] de Tokkei Winspector, tem uma cena em que você joga baseball. Uma cena agradável, em contato com as crianças, que parece ter uma boa avaliação dos fãs...
Yamashita: Naquela ocasião, definitivamente eu não acertava a bola, mas isso era para poder mostrar de forma espalhafatosa, e propositalmente, fiquei “rebatendo com a direita”. Originalmente, eu “rebato com a esquerda”, mas ao me posicionar à esquerda durante o teste de câmera, dava pra ver nitidamente que eu rebatia no vazio... (Risos).
DH: Acredito que você aprenda muita coisa ao estar em contato com as crianças, como técnico de um time de garotos...?
Yamashita: As crianças, uma a uma, tem personalidades e talentos diferentes. Os adultos normalmente acabam estabelecendo limites para as crianças, mas elas acabam se superando facilmente no momento oportuno... Acho fantástico essa força que elas tem. As crianças possuem uma força que vai além do que os adultos imaginam. A essas crianças que gostam de baseball, gostaria de graduá-las mantendo esse sentimento de poderem continuar com o baseball por mais um tempo, de poderem se tornar um pouco melhor. Eu mesmo passei por dificuldades durante as filmagens de Tokkei Winspector, me esforçando muito no período de 1 ano. Mas agora, eu só guardo boas lembranças... Por isso, apesar das crianças acharem que só tem dureza, quero fazê-las guardar boas recordações.
DH: O Ryôma-senpai, como técnico de baseball, é de fazer inveja às crianças! A propósito, chegou mais uma convidada...
Nakanishi: Desculpem o atraso~ (Risos).
Yamashita: Eh? (Risos).

*Continua na próxima edição...

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quarta-feira, dezembro 17, 2008

Entrevista com o ator Sohto!

Em comemoração à extinção do Spider Fangire (vulgo Ryô Itoya), trago à vocês a entrevista com seu intérprete, que atende pelo nome de Sohto, um dos atores mais engraçados que já vi nos últimos tempos. Nesta entrevista, publicada revista Toei Hero Max Vol.26, Sohto fala sobre a construção do personagem e do lamentável fim dele, no episódio 26. Então, como diria o Itoya, “ChuRiHiHiHi, GahriKuKuKu”!
THM: Tanto no passado como no presente, o Ryô Itoya mostrou um admirável lado pervertido, abraçando uma obcessão doentia pelas Asou (mãe e filha), mas até que enfim no episódio 26...
Sohto: ...ele acabou recebendo o seu fim.
THM: Que pena! ...Mas enfim, gostaríamos que você comentasse algo em comemoração à sua extinção. Primeiro, gostaria se saber se você mesmo imaginou que o Itoya teria grande participação, desde o surgimento no primeiro episódio?
Sohto: Não, jamais pensei que ele se tornaria um personagem tão grudento. Ele até que apareceu por diversos episódios, mas não dava pra considerá-lo semi regular.
THM: Honestamente falando, aquele que apareceu no primeiro episódio e o que apareceu nos episódio 5&6, parecem personagens diferentes, em termos de personalidade.
Sohto: Na ocasião do primeiro episódio, o diretor Tasaki havia me dito o seguinte, “assista os filmes Dracula e Interview With Vampire, e construa o personagem”. Só que depois, quando chegou os episódios 5&6, repentinamente ele virou um personagem cheio dos “ChuRiHiHiHi” (Risos). No instante que eu li o script, pensei em dar uma escapada (Gargalhada).
THM: Você diz isso, mas na série, ao contrário, ele vive perseguindo a mãe e filha Asou (Risos).
Sohto: Sim. No início, o diretor Maihara havia me dito o seguinte, “esqueça tudo o que lhe disseram no primeiro episódio” (Risos). Depois, me disseram pra tomar como referência um papel um pouco diferente, como o Coringa, de Batman. Daí eu passei a assistir vários filmes... e comecei tudo do zero novamente (Risos). Na verdade, a minha experiência em interpretação era zero até aqui, e este papel do Itoya foi o meu primeiro trabalho como ator.
THM: Apesar de que no começo, era um papel grandioso (e estranho) (Risos). Mas o jeito “stalker” (perseguidor) nos episódios 5&6 ficou realmente maravilhoso, e desagradável.
Sohto: Não, na verdade, seria estranho da minha parte se eu dissesse que foi “delicioso” (Risos), mas acho que me contemplaram com um papel interessante. Foi uma boa experiência pra mim. A parte exagerada, ao contrário, posso dizer que consegui interpretar bem melhor do se fosse um papel comum. Acho que isso foi bom.
THM: Então parece que você despertou de vez no ofício de ator, através do papel de Itoya?
Sohto: Sim. Futuramente, quero progredir desse lado.
THM: Desculpe por lhe aborrecer com um detalhe meio pessoal, mas parece que o meu filho gosta do Itoya, e depois que eu voltei pra casa, ele não parou de ficar repetindo “ChuRiHiHiHi, GahriKuKuKu” (Risos).
Sohto: Sério!? Isso me deixa, até certo ponto, feliz (Risos).
THM: Acho até natural uma criança gostar do Itoya (Risos), mas nesse sentido, acho que certamente esse personagem exerce influência nos telespectadores.
Sohto: Outra vez, durante a gravação dos episódios 25 e 26, algumas pessoas da galeria que paravam pra ver as filmagens, diziam o seguinte, “Ah, o cara do ChuRiHi!” (Risos). Isso me deixou muito feliz, em imaginar que “esteja influenciando tanto assim”.
THM: Basicamente ele é asqueroso, mas tem um certo charme.
Sohto: O diretor Maihara havia me dito o seguinte, “faça algo meio Kimo-Kawaii (Asqueroso e bonitinho)”. E mais, “Como é um horário da manhã, em que as crianças estão assistindo, gostaria que se tornasse um personagem que fosse amado, e não apenas um criminoso asqueroso.” Assim, interpretei tomando muita consciência disso.
THM: Acho que esse objetivo está 100% alcançado. Embora seja uma pena ter sido extinto no episódio 26 (insistencia do entrevistador) ...Mas tendo em vista o script, até receber o seu fim, realmente teve um desenvolvimento e um desfecho bem adequado ao Itoya, né?
Sohto: Pra mim foi uma benção, ter sido morto pela Mio, no momento em que ela despertou o poder de Queen (Risos).
THM: “Anata, ningen no onna o aishiteta no ne” (Você está amando uma mulher humana) ...Mais do que qualquer coisa, finalemente aquela distorcida atitude amorosa acabou sendo reconhecida como “amor”, no momento de sua morte (Gargalhada). Bom descanso... Aliás, Itoya, você não vai aparecer novamente, não é?
Sohto: (Risos). O Ryô Itoya acabou sendo extinto, mas agradeço à todos que torceram por mim até agora. Não foram poucas as vozes de apoio que eu pude receber, que se transformaram em estímulo e me deram auto-confiança. A partir de agora eu também quero ser reconhecido como Sohto, conto com o apoio de vocês! ...E só pra lembrar, eu morri no presente, mas ainda estou vivinho no passado (Risos).
THM: É isso! (O que?)

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sábado, dezembro 06, 2008

Entrevista com o ator Hidenori Tokuyama!

Entrevista com o ator Hidenori Tokuyama, o Hiroto Sutô (Go-On Gold), de Engine Sentai Go-Onger, que fala sobre o especial VS, sua adoração por brinquedos, as séries que participou e é claro, sobre Go-Onger. Publicado na revista Hyper Hobby Vol.124, lançada no dia 1.

Tokuyama: Eu já estava pensando em perguntar a Hyper Hobby! A figura do Gold, sai ou não sai? Tipo aqueles mascotes pequeninos...
HH: Você se refere ao HEROX? ...Parece que ainda não tem previsão.
Tokuyama: São poucas as figuras dos Wings, comparado aos Go-Ongers, e isso é meio triste. Será que não poderiam fazer uma figura “Met Off” (sem capacete) do elenco masculino?
HH: V, vou transmitir isso! Aliás, ouvi o boato de que você realmente gosta de figuras e brinquedos.
Tokuyama: É isso mesmo. Recentemente, corri desesperadamente atrás dos Gashapon Soundrop, de Evangelion. Eu queria tirar o do Shinji, “Nigecha dame da, nigecha dame da” (Fugir não é a solução, fugir não é a solução)! Não que eu colecione figuras, mas sou do tipo que se satisfaz vendo aquela figura preferida decorada. Tenho algumas preferências, como Dragon Ball entre outros. Ah, e Gunpla (Gundam Plastic Model) também, montei um Perfect Grade e deixei de enfeite. É divertido montar, modelismo é fantástico. Gosto pra caramba!
HH: Tem algumas séries que você assistia quando criança?
Tokuyama: Eu sempre assitia animes e lia mangas, como por exemplo Saint Seiya, City Hunter, Yu☆Yu☆Hakusho, Dragon Ball... Era uma criança comum. E agora, eu sou um “kawaii otaku”.
HH: E falar no Tokuyama, realmente é forte a impressão deixada pelo Yaguruma, de Kamen Rider Kabuto.
Tokuyama: É verdade, realmente! Quando fui escolhido para Go-On Gold, fiquei muito preocupado com o tipo de interpretação à fazer. Apagar o estilo Yaguruma ou manter o estilo Yaguruma? O Yaguruma tinha três tipos, primeiro como membro de elite (Thebee), depois como “jigoku kyôdai” (irmãos do inferno) (Kick Hopper), e por fim, o do filme, e eu queria fazer uma interpretação diferente desses três. Isso porque só havia se passado apenas um ano (depois do término de Kabuto). E nisso, eu senti que havia uma grande expectativa tanto do staff como dos fãs. No fim das contas, o Hiroto ficou diferente do Yaguruma, e bateu um vazio só de pensar em ter perdido completamente essa sensação. Mas no começo, o Hiroto dava a mesma impressão do Yaguruma. Realmente o Hiroto também vai mudando aos poucos, vai amadurecendo, ou seja, criei o personagem já com essa premissa.
HH: No começo, ele era um sujeito detestável, não?
Tokuyama: E bota detestável nisso (Risos).
HH: Mas aquilo deu certo e hoje, está se tornando um personagem fantástico.
Tokuyama: Acho que deu um bom resultado.
HH: Dentre o cast, apenas um é bem veterano, não?
Tokuyama: No início, o staff havia dito pra eu “puxar os outros membros na interpretação” (ditar o ritmo), por isso entrei com o sentimento de “dar uma lição à eles”, mas até que elas são boas crianças (Risos). Ao contrário, eles é que estão me dando uma lição! Mas é claro que, em se tratando de carreira ou tokusatsu, eu estou bem acima deles! Contando desde a minha aparição em B-Fighter Kabuto, quando eu estava no ginásial, já são mais de 10 anos. Não me lembro bem daquela época, mas me recordo do Kôhei-senpai (B-Fighter Kabuto/Kôhei Toba, interpretado por Hideomi Nakasato) ter tirado uma foto junto com as crianças que estavam reunidas na locação. “Aah, realmente um herói de verdade”, aquilo é inesquecível. Se não fosse isso, hoje talvez eu nem estivesse aqui.
HH: Isso é uma bela história! Mas então o Tokuyama já pode ser considerado uma espécie de irmão mais velho do mundo tokusatsu...
Tokuyama: Não, não, ainda está longe disso!
HH: Mas entre os fãs, acho que é este sentimento.
Tokuyama: Sério? Então, com esse vigor, vamos em frente! No ano que vem e no próximo ano, quero continuar aparecendo, aspirando o posto de “irmão mais velho do mundo tokusatsu” (Tokusatsu-kai no Aniki)! Mas os fãs dizem que, com a entrada do “ani” (irmão mais velho, como o Hiroto é chamado), isso estragou o “Go-On Seminar” (aquele quadro no final dos episódios) (Risos).Bem, o pessoal fazia tudo na maior seriedade, aí eu disse à eles, “Pra que fazer sério? Vamos nos divertir!” Depois disso, o pessoal não parou mais quieto (Risos).
HH: (Risos). Quando entrevistamos a Yumi Sugimoto no verão, ela nos contou bastante a respeito de ser muito dependente do “ani”!
Tokuyama: Não, não é bem assim. É só porque haviam muitas cenas entre eu e a Miu. Agora a Miu já está mais amadurecida...O pessoal ficou bom tanto na interpretação como na dublagem.
HH: Bem, agora que se encerrou a filmagem e a dublagem de “Go-Onger VS Gekiranger”, desta vez os Wings também vão agir de outra forma, certo?
Tokuyama: Sim! Novamente vão aparecer bem ao estilo dos Wings mesmo. No VS, vai aparecer o passado desconhecido dos irmão Sutô! Isso vai se tornar algo muito importante, na reta ao confronto decisivo. Infelizmente não posso revelar mais do que isso! À todos os fãs, quero que aguardem com ansiedade essa parte.
HH: O que achou de atuar junto com os membros de Gekiranger?
Tokuyama: Não sei porque, mas foi uma sensação estranha. Bem quando as gravações de Kabuto estavam no finalzinho, eles foram apresentados no estúdio tipo, “Estes serão os membros do Sentai atual”. Desta vez, estaremos atuando juntos como veteranos e novatos (senpai-kôhai) em Sentai (Risos). Realmente, uma sensação muito esquisita. Em Rider, isso nunca aconteceu.
HH: O que achou de ficar alinhado em grande número, reunindo 2 Sentais?
Tokuyama: Hum, se o Hiroto aparecer no cantinho do fundo, já está bom demais (Risos). E sendo bem comprimido pelo pessoal. Bastando a Miu chamar a atenção, é isso o que importa!
HH: Que belo coração de irmão! No GP-41, o Hiroto foi o protagonista.
Tokuyama: Neste episódio, fiquei bem feliz pela dubladora do Wameikuru ter sido a Chika Sakamoto, que interpretou a Mei, no Tonari no Totoro, um anime que eu adoro. Além disso, fiz toda a ação corporal, sem o uso de dublês. Tive que lutar mais ou menos contra 100 Uguts. Em cada ação, eu mandava uns 20 deles para o ar. Muitos podem pensar que não foi o Tokuyama, que foi o dublê, mas fui eu mesmo que fiz tudo. Pra quem gravou, gostaria que revessem o episódio!
HH: Em dezembro e janeiro, ainda tem um grande desenvolvimento pela frente...
Tokuyama: É verdade. Vai ser revelado o ponto fraco do Hiroto! Esse (ponto fraco)...algo que eu sempre improvisei demais, acabou se tornando definitivo (Risos). E pra terminar... tem também um projeto secreto! Aguardem com ansiedade!!
HH: Finalmente Go-Onger vai entrando no climax.
Tokuyama: Que rápido, não? Já tá chegando no fim.Em Go-Onger, acho que tanto o conjunto como o elenco amadureceram bem. Acredito que vão preparar uma graduação, um final digno deles. Em resposta a isso, acho que está em jogo o nosso próprio amadureciemnto até aqui, em como ler e interpretar o roteiro. Com certeza vamos buscar um final que não traia a expectativa de todos. Eu tenho total autoconfiança e convicção de que “somos capazes”!!

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quinta-feira, dezembro 04, 2008

Dai Kessen! Chô Ultra 8 Kyôdai: Entrevista com Shunji Igarashi!

Trago a vocês uma curta entrevista bem engraçada, com o ator Shunji Igarashi (Mirai Hibino/Ultraman Mebius), publicada na revista Uchusen Vol.122.

Kore kara mo zutto Mebius o yatteikitai desu.
(A partir de agora, quero sempre estar fazendo o Mebius.)


Em primeiro lugar, “Será que seria possível fazer novamente o Mebius em tão pouco tempo assim!?”, foi essa sensação que começou a brotar em mim. Além disso, fiquei muito feliz em poder atuar junto com o Tiga. Isso porque foi o Ultraman que eu vi em tempo real, quando eu tinha mais ou menos 10 anos.Falando nisso, parece que o Hiroshi Nagano assistia o Kaettekita Ultraman quando criança. O Ultraman que eu assistia quando criança, e esse Ultraman que assistia um outro Ultraman quando criança. Três gerações aparecendo simultaneamente. Só que eu mesmo, aparecendo como um desses Ultraman. É incrível, só de pensar. Desta vez, o que eu tomei consciência foi botar pra fora tudo, “um Mirai de cara limpa”. Também fui me aconselhar com o diretor Yagi (Takeshi), de como eu poderia interpretar, e por isso foi muito fácil de fazer. De qualquer maneira, esvaziei a mente e fui com tudo. O mais impressionante foram as cenas de transformação do Tiga, Dyna e Gaia. Em especial o Tiga, porque eu tenho fortes lembranças dele. Quando ele apareceu com a mesma música de antigamente, passou um filme pela minha cabeça. “Putz, eu assistia isso!” “Cara, atuei com essa pessoa, igualmente como um Ultraman!” Eu também, a partir de agora, quero sempre estar fazendo o Mebius. Não vou fazer uma traição como o Teppei (Kenta Uchino), que virou o Kintaros (Risos).Tem também o Yûichi Nakamura, colega no D-BOYS, que também é meu rival. Ele se transformou por duas vezes em Kamen Rider (Risos) [Kyôsuke Kiriya, de Kamen Rider Hibiki e Yûto Sakurai, de Kamen Rider DEN-O]. Da próxima vez, quero fazer o Mebius vindo salvar um irmão mais novo (Ultra mais novo). Mais ou menos como o Tarou, no episódio do Emperizer, um irmão mais velho que vence facilmente um inimigo que o protagonista não conseguia derrotar. E depois, algo que todos os veteranos já passaram e eu nunca fiz, que é ser suspenso por uma corda e cair num rio, gostaria de aceitar esse desafio. Pra terminar, o Mebius foi o único que não teve uma heroína neste filme. Quero contracenar junto com uma heroína. Mas se me colocarem pra fazer par com o Ryu-san (Masaki Nishina), aí eu vou ficar bravo (Risos).

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domingo, novembro 23, 2008

Considerações gerais sobre as últimas entrevistas!

Bom, primeiramente, gostaria de agradecer a todos que deixaram comentários nas respectivas entrevistas, Nagado, Robinson, Blogima, Sami Souza, Felipe e Tinoco. Isso demonstra que estou no caminho certo, e sempre que possível, vou postar alguma entrevista. Realmente, o processo de tradução e adaptação (japonês/português) é extremamente complicado, mais do que muitos imaginam, mas é claro que isso varia de tradutor para tradutor, visto que eu tenho um nível razoável de japonês. Dependendo das dificuldades na tradução, as vezes dá vontade até de largar no meio, mas se eu comecei, tenho que terninar, né? Só pra se ter uma idéia, na última entrevista, do Shohei Kusaka, eu levei três dias, começando na quarta e terminando na sexta, cerca de 5 horas por dia. Entendê-la em japonês é questão de minutos, mas recriar uma versão em português leva tempo. O problema é adaptar, respeitando a ordem do texto original, já que se trata da opinião de uma outra pessoa. Então, acabo escrevendo e apagando a mesma frase por diversas vezes, até chegar no ideal.

As Dificuldades...
Bom, vou citar algumas das dificuldades que sempre aparecem quando se tenta traduzir algo literalmente. Uma delas são os sufixos de tratamento para nomes de pessoas, como “san”, “kun”, “chan”, que normalmente acabo retirando na tradução, mas em alguns casos eu acabo deixando, quando é uma citação de alguém, como o Jirô Okamoto chamando o Tetsuo Kurata de “Kura-chan”. Um outro exemplo é o termo “senpai” (veterano), o qual eu acabo mantendo no original, como em Yoko Senpai (Jiban). Outra coisa é que sempre o entrevistador se refere ao entrevistado pelo sobrenome, como forma de respeito no Japão. Aí eu tenho que colocar como “você”, o que não é polido na língua japonesa. Na língua japonesa, a quebra de sentenças também é diferente do português. As vezes tenho que separar uma frase em duas ou o contrário, unificar duas sentenças em uma. Normalmente, o entrevistador não faz uma pergunta, e sim uma afirmação, e eu tenho que manter isso. Uma coisa chata na língua japonesa é que as pessoas sempre utilizam a primeira pessoa, para poderem reproduzir falas de terceiros. Pelo menos metade delas eu tenho que colocar em terceira pessoa, caso contrário a sentença fica estranha. Uma outra coisa que irrita, é que em muitas frases eles terminam com a expressão “...to omoimasu” (acho que...), parece até que eles nunca tem certeza de nada...HeHeHe! Aí eu tenho que inverter toda a ordem da sentença, começando pelo fim. Mas o pior mesmo é quando eu me deparo com trocadilhos e piadas em japonês, aí não dá pra fazer milagre! Aí eu tenho que ficar recheando a entrevista de notas pessoais, entre parênteses. O mesmo vale para as citações de lugares. Mais algumas considerações: 1-O termo “audition” (audição), aquela seleção de atores, eu prefiro deixar em inglês. 2-O termo “staff” também. 3-Um outro termo que sempre aparece, “daihon” (livro de falas), eu prefiro deixar em inglês “script”. 4-O termo “genba” (local), eu sempre traduzo como “local de filmagem”, que tanto pode ser externa como interna. 5-O termo “cours”, do francês “curso”, representa as temporadas de exibição no Japão, equivalente às quatro estações do ano. Um cours equivale a 13 semanas (13 episódios).

É isso! Bom, já vou procurar mais alguma entrevista para traduzir, mas aceito sugestões!

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sexta-feira, novembro 21, 2008

Longa entrevista com o ex-ator Shohei Kusaka!

Longa entrevista com o ex-ator Shohei Kusaka, conhecido pelos papéis de Kaminin Oruha (Sekai Ninja Sen Jiraiya) e Naoto Tamura/Jiban (Kidô Keiji Jiban), publicada na edição mais recente da revista Toei hero Max (Vol.27), lançada dia 1 de novembro.


THM: Primeiro, nos conte o que te levou a escolher o caminho de ator.
Kusaka: Quando eu estava no 3º ano ginasial, fui convidado por um colega de classe a entrar para um grupo teatral infantil chamado “Tokyo Hoei”. Minha irmã mais velha tinha uma grande admiração pelo mundo artístico, mas no meu caso não era tanto assim. Inicialmente eu tinha entrado no grupo teatral apenas por curiosidade, mas depois de 2 ou 3 anos fazendo trabalhos em comerciais e outras coisas, sentia que o mundo da interpretação ia ficando cada vez mais interessante.
THM: Nesta época você participou como convidado no 5º episódio de Uchû Keiji Sharivan, no papel de Tokio.
Kusaka: Em Sharivan, eu tinha 17 anos. Eu me lembro que a locação utilizada foi o bairro chinês de Yokohama (Yokohama Chûka Gai). Estava correndo de moto, levando na garupa uma atriz (Rieko Yoshikawa, intérprete da Yoko), numa certa mina, na cidade de Yorii. Pensando agora, fiz algo estremamente perigoso.
THM: Mais ou menos em que época você mudou seu nome verdadeiro (Hiroshi Tokoro) para o nome artístico de Shohei Kusaka?
Kusaka: Foi quando eu mudei de filiação para a “Tamura Pro”. Terminando o colegial, quando eu estava em dúvida de qual carreira seguir, recebi um convite do presidente Tamura (Kyôichi). Então foi a partir daí que eu resolvi tentar oficialmente o caminho da interpretação. O nome artístico foi dado pelo presidente. No Templo Hiei, conhecido como o Deus das Artes, várias opções de nomes foram apresentadas, e o escolhido acabou sendo Shohei Kusaka.
THM: Nos conte algo de quando você interpretou o Kaminin Oruha, em Jiraiya.
Kusaka: Este é um personagem que me deixou surpreso, no local de gravação. No script, estava escrito que era um ninja que controlava o origami, mas eu não pensava que tinha que usar máscara. Só a parte dos meus olhos é que apareceia na tela. Jamais pensei que fosse tão complicado fazer ação, já que com aquela vestimenta e a máscara, a interpretação ficava muito comprometida. Mesmo sendo cortado pelas costas, não dava pra perceber de imediato se fui cortado ou não. O diretor Mitsumura (Kaneharu) do episódio 12 me orientava rigorosamente, aos gritos de “Mova-se! Mova-se!”. Mas eu gosto do personagem Oruha, acho que uma “katana” de ninja combina comigo mesmo. Eu também acabei ficando bem amigo do Tsutsui (Takumi), o Jiraiya, a gente combinava a interpretação antes de entrar nas gravações, era divertido. O Tsutsui é uma pessoa bem séria, acho que totalmente o inverso de mim (Risos). Ele se esforçou bastante, concentrando-se durante um ano em Jiraiya, chegando até a mudar de residência para próximo do estúdio de Oizumi. Hoje, me deixa muito feliz vê-lo atuando em filmes e comerciais.
THM: Em Jiraiya, você apareceu por três vezes como Oruha, nos episódios 12, 26 e 45, e em Jiban, você finalmente alcançou o papel principal.
Kusaka: Eu mesmo só fiquei sabendo (que faria o Jiban) de última hora, mas já no final de Jiraiya, parece que o pessoal do staff já sabia de algo. Após aparecer no filme “My Phoenix”, estrelado pelo Kai Shishido, houve a sessão de fotos de Jiban, mais ou menos na época quando o meu cabelo estava mais comprido, depois de tê-lo cortado curto para o papel do filme. Na sessão de fotos, a medida que eu ia escolhendo as poses, segurando uma pistola e a caderneta eletrônica (denshi techô) do Jiban, lentamente veio a sensação real do tipo, “Ah, eu vou me tornar um herói” (Risos).
THM: Ao interpretar o chamado “Henshin Hero”, você recebeu algum tipo de atenção especial?
Kusaka: Não que alguém tenha me dito isso, mas um herói tem que ter como raízes odiar o mal, vencer o mal e proteger os fracos, poder dizer claramente que o bom é o bom e o mal é o mal, tinha que interpretar um herói assim, e foi com esse sentimento que eu entrei nas filmagens. Além disso, como eu só tive a experiência de atuar em dramas com até 2 cours (meio ano), seria necessário uma boa auto-gestão para uma filmagem de um ano.
THM: Você também faz a voz do Jiban depois de transformado, mas teve algo de difícil na dublagem?
Kusaka: O que foi me dito pelo orientador, na minha primeira vez em dublagem, era que por mais que eu mesmo achasse que estivesse soltando a voz com força, ela poderia não sair como eu pensava, quando fosse ao ar. No início eu não compreendia bem, mas vendo ao ar, ah, certamente era verdade. Se eu não soltasse a voz com mais força, a sensação de força do Jiban acabaria não saindo, então tive que dar um jeito. Nas cenas que eu lutava como Jiban, tinha que diferenciar as vozes de quando eu estivesse atacando (Huh!, Uh!), das vozes de quando eu estivesse apanhando (Uuhh!).
THM: Jiban havia sido estabelecido como um “Keishisei” (Senior Superintendent=Uma das patentes da polícia japonesa), e como tal, tinha várias falas imponentes.
Kusaka: Eu gostava das cenas em eu me aproximava do inimigo dizendo as “Cláusulas Anti-Biolon”, pois se parecia com o “Momotarô Zamurai” [Personagem clássico de dramas e filmes, que também falava umas “cláusulas” ao encarar os inimigos]. Eu sempre dizia a cláusula 1, a cláusula 2 e o complemento da cláusula 2, mas às vezes chegava até a cláusula 6, e sempre dizendo coisas diferentes. Aquilo era bem legal. Aquela cena é realmente uma benção ao ator, em outras palavras, foi muito agradável. Realmente, se o herói não for forte, não dá. Inexpugnável, que tranquiliza ao aparecer. Um Jiban assim é preciso colocar o “espírito” (tamashii) nas falas, para as pessoas sentirem a presença dele. Por isso, ao inserir as falas do Jiban nas cenas de ação, dentro da cabine de dublagem, acima de tudo tinha que ter entusiasmo. Eu adoro aquela cena em que o Jiban verte a Maximilian Sword, com o pôr-do-sol ao fundo.
THM: O que achou das pessoas que contracenaram com você?
Kusaka: Eram várias as cenas que eu contracenava com a (Mashita)
Konomi, e a gente combinava muito bem, era muito afeiçoado a ela, foi fácil de atuarmos junto. A Konomi tinha o papel de minha irmã mais nova. Na vida real eu tenho uma irmã mais velha, e por não ter uma irmã mais nova, não sabia de que jeito encarar isso, então fui interpretando em busca dessa resposta. Mas lembro que conseguimos interpretar de forma bem natural. Também já lanchamos junto perto do estúdio. Eu também me dava bem com os membros do Departamento de Polícia. A Enokida (Michiko), a Yoko Senpai, e o Konishi (Kunio), o Seishirô, continuavam sempre com o mesmo ânimo, desde o início das gravações, de manhã, até o término delas, ao tirar a maquiagem. Acho que conseguíamos uma interpretação em que até mesmo a respiração combinava. O Ishihama (Akira), intérprete do Yanagida, também era uma pessoa maravilhosa. Ele combina com óculos de sol. Era comum eu contracenar com o Ishihama na base do Jiban, mas sempre ao entrar neste set, eu sentia um nervosismo diferente das locações, eu ficava mais ligado.
THM: O Yanagida tinha uma certa importância, pois era um dos poucos que sabia a identidade do Jiban. Ele demonstrou uma sólida presença no episódio 11 (Shôjo to Senshi no Kokoro no Chikai), aquele em que é revelado o segredo do nascimento do Jiban.
Kusaka: Eu me lembro bem desse episódio 11. Tem aquela cena em que o Naoto perde a vida debaixo da chuva, lutando contra o Uninoid. Rodado de noite, foi uma filmagem complexa, que fez uso de “chuva artificial”. Estava muito, muito frio, e o fato de eu estar com o corpo tremendo, na cena em que seria morto, não era encenação não (Risos). Mesmo morto, a tremedeira não parava. O diretor ficava dizendo, “Para de tremer!”.
THM: Se você tiver histórias interessantes da época da filmagem, nos conte por favor.
Kusaka: Hum, eu já causei muitos transtornos ao pessoal do staff. São várias as histórias de falhas. Já causei problemas aparecendo de uma hora pra outra bronzeado, ou então com o cabelo diferente, depois de tê-lo cortado durante as filmagens (Risos). Mas o maior problema era mesmo acordar cedo. Não tinha jeito, de manhã dava sono mesmo. Várias vezes eu acabei dormindo demais e perdendo a hora... Sempre partíamos às 5 ou 6 horas da manhã. Nisso, teve apenas uma vez que eu causei um grande atraso. Com a partida marcada para às 6 da manhã, eu acabei acordando bem depois das 9 horas, e sem a minha presença na locação, não tem filmagem. Logo telefonei, e fui de carro o mais rápido possível até o Yoshimi Hyakketsu, em Saitama (As Cem Cavernas de Yoshimi, uma das locações situada na cidade de Yoshimi). Chegando lá, é óbvio que esbravejaram comigo, perguntando o que eu estava fazendo. A gravação começou logo, e por mera coincidência, era uma cena “em que eu reflito debaixo de uma cachoeira” (Risos). Realmente, não sabia como me desculpar. Causei um grande transtorno ao manager da época.
THM: Tem alguma lembrança das cenas de ação?
Kusaka: Como Naoto Tamura, eram várias as cenas em que eu saía voando ou era arremessado. Não que eu tenha feito um treinamento especial, mas vendo o pessoal do JAC (atual JAE) treinando com um mimi-trampolim, eu também pedi para me incluírem e treinava junto. Na forma de Naoto, eram várias as cenas em que eu apanhava dos Bionoid, quase sempre saía com dor, já que eu só tomava, era horrível (Risos). No episódio 32 (Pearl no Namida wa Konjiki no Umi ni), realizado na praia Miura, tinha uma cena em que o Naoto mergulha no mar. Eu jamais disse que não faria algo, já que eu tinha aceitado o desafio quando me disseram pra fazer de tudo. Eu mesmo é que dirigia o carro também. Conseguia parar o carro exatamente na posição indicada, sempre recebia o “OK” já na primeira tentativa (Risos).
THM: A Rie Takigawa, atriz convidada do episódio 32, no papel da Pérola, era a mesma que atuou com você no episódio 5 de Sharivan, que antes utilizava o nome de Rieko Yoshikawa.
Kusaka: Sim. Depois de tanto tempo desde a época de Sharivan, ela tornou-se uma linda mulher mesmo. Quando recebi o script do episódio 32, tinha sido avisado de que a Yoshikawa ia aparecer. Enquanto eu imaginava em poder encontrá-la novamente, fiquei preocupado com a possibilidade dela ter se esquecido de mim, mas felizmente ela conseguiu se lembrar (Risos).
THM: Nos conte alguma história de episódios ou convidados, que você guarda em suas lembranças.
Kusaka: Tenho profundas lembranças do episódio em que a Enokida se veste como uma princesa de filmes de época (Episódio 36 Yumemiru Chanbara Kaibutsu!).Eu também, no episódio 30 (Bishônen Kotarô Ichiza no Kaibutsu), tinha colocado pela primeira vez uma peruca de filmes de época. Ainda me lembro bem dos convidados deste episódio, o Chiyonosuke Azuma e o Kotarô Ryû. Em Jiban, acho que em cada episódio apareciam vários atores convidados. Hoje, ao assistir filmes, acabo me recordando algo como “Ah, já havia me encontrado com esse ator antes em Jiban”. E mais, tinha um episódio com a participação do Takumi Hashimoto, que havia interpretado o próprio Manabu Yamaji, irmão mais novo do Tsutsui, em Jiraiya (Episódio 31 Manatsu no Yoru no Ninja Gassen). Em Jiraiya, eu é que era o intruso, o ator convidado, só que agora foi a vez dele ser o convidado. “Waa, você veio mesmo”, disse eu todo feliz. A voz dele tinha mudado, já que ele estava bem mais amadurecido. No ônibus que ia rumo à locação, ele reclamou que o “tempo de espera era muito longo”, aí eu respondi, “O que você tá dizendo, na época do Jiraiya, quanto tempo você acha que eles me deixaram esperando?”, lembro-me de uma conversa assim (Risos).
THM: Na época da exibição, houve interação direta com as crianças?
Kusaka: Acho que foi na época do verão, mas eu cheguei a participar de um evento de promoção de vendas na
Takashimaya (famosa rede de loja de departamento), de Yokohama. Nesta ocasião, vendo pela primeira vez os brinquedos como o Denshi Techô (Caderneta Eletrônica), fiquei admirado, “nossa, como isso vende”. No palco, eu cantei uma música de inserção, e depois, disse algo como “Se houver algum problema, me chamem através do Denshi Techô!”. Ao fazer isso, a criançada foi toda comprar o denshi techô, e todas abriram as embalagens ali mesmo e começaram a chamar pelo Jiban (Risos). Participei de vários eventos na região de Kantô, como no Seibuen (Parque) ou no Isetan (Shopping).
THM: Por falar em música de inserção, você cantou duas, a “Sakuretsu Passion” e a “Jiban no Himitsu”. Ambas são ótimas músicas, que mostram o lado forte do herói Naoto Tamura.
Kusaka: Isto foi algo muito repentino. Não houve ensaio, nem nada. De início, eles me passaram uma fita cassete com a melodia, a qual eu ficava escutando no carro, no caminho ao estúdio. Lembro-me que ambas as músicas tinham uma melodia um tanto complicada. Num certo dia, após terminar as filmagens, vieram me dizer que “só hoje eu teria uma brecha na agenda”, então fui ao estúdio realizar a gravação das músicas. Levei apenas cerca de 2 horas. Foi a minha primeira experiência em gravação, mas ficou só nisso, nunca mais tive outra oportunidade.
THM: O Jiban é um herói robô metálico, mas o Naoto, antes de se transformar, é muito amigável, é forte a impressão de um gentil irmão policial.
Kusaka: Mais ou menos no meio da série, fiquei muito preocupado com esse negócio de herói, herói. Comecei a pensar se o Naoto Tamura tinha mesmo essa imagem de herói, tipo um irmão mais velho que está sempre ao lado, bem íntimo. Durante as gravações em algumas locações, várias crianças vinham me pedir para dar autógrafo, e quando isso acontecia, sempre advertia, “tem que respeitar a ordem”. Fico pensando se o Naoto Tamura tinha mesmo essa imagem natural de herói.
THM: Nos momentos privados, as crianças vinham conversar com você?
Kusaka: Sim. Elas viviam dizendo, “É o Naoto! É o Naoto!”, ao me verem. Elas viviam me pedindo para me transformar, aí neste caso eu respondia, “Não, agora não posso me transformar, pois não dá pra saber se o Biolon está me vendo” (Risos). Acho que eu conseguia convencê-las. Todavia, por elas serem telespectaras assíduas, como recompensa, eu sempre dizia algo como “Se houver algum problema, eu virei para socorrer”. Ao dizer isso, da mesma forma que eu sentia admiração por Ultraseven ou Kamen Rider quando criança, tinha plena consciência de que “eu era visto pelas crianças, com o mesmo olhar que eu tinha pelos heróis daquela época”. Eu sempre tive a intenção de querer dar o sonho a um criança. Mesmo quando vinha um convidado para o papel de crinaça, se eu estivesse no lugar desta criança, com certeza ia querer guardar boas lembranças, e por isso eu conversava bastante. Em Jiraiya, como o Tsutsui agia desse jeito, eu acabei sendo influenciado. Isso porque o Tsutsui realmente tinha a natureza de um herói. Assim, eu tinha a consciência de que “antes ou depois, o Jiban=Naoto Tamura era eu mesmo”. Eu ficaria muito feliz se as crianças que cresceram assistindo Jiban dissessem que, falar em herói é falar de Jiban.
THM: Você atualmente está trabalhando como empresário de uma agência de talentos, mas em que época você abandonou a carreira de ator?
Kusaka: Dentro de mim, o ator Shohei Kusaka se encerrou em Jiban. Entrei no ramo da interpretação a partir da época ginasial, e desde então, sempre segui com a carreira de ator, mas quando eu estava com 24~25 anos, saí da “Tamura Pro”, pensando por mais uma vez em meu futuro. Dois anos depois, fui acolhido novamente pela Tamura Pro, mas desde essa época até hoje, sempre pelos bastidores, trabalhando como empresário. Recentemente, como próximo passo, eu me mudei para uma empresa chamada “Extention”, que cuida da carreira de esportistas e pessoas ligadas à cultura. Agora eu sou o encarregado do advogado internacional, Hideki Yashiro. Já teve casos de eu encontrar de repente, pessoas com as quais eu já tinha contracenado antes, ao visitar emissoras de TV, como empresário. Tem uma pessoa chamada Natsuhira Eno, ex-ator que atualmente trabalha como produtor chefe da TV Asahi, e que foi um dos convidados do episódio do “Encontro Coletivo” em Jiban (Episódio 29 Shûdan-Miai de Dai Donden). Ao dizer para o Eno que “nós já trabalhamos juntos anteriormente”, após pensar um pouco, ele conseguiu se lembrar, “Ah, Jiban!?” (Risos). Depois, teve o caso da Konomi, que recentemente eu a encontrei por acaso numa emissora de TV. Como tinha mais de 10 anos que eu não a via, fiquei pensando se ela ia me reconhecer ou não, e não é que ela logo me reconheceu. Jamais pensei em encontrá-la num lugar desses, a surpresa foi tanta, que até começou a escorrer uma lágrima... Fiquei muito feliz.
THM: Relembrando novamente a obra Jiban, conte-nos de forma resumida a sua impressão.
Kusaka: Jiban, para mim, é um herói que “eu gostaria que existisse de verdade”. Enquanto que eu mesmo interpretava, eu também era um dos telespectadores. Gosto do Jiban um tanto assim. Ele é um herói futurístico, com corpo feito em metal, mas dá pra sentir em algum lugar a “temperatura do corpo”, ou seja, é muito forte a impressão da existência “humana” dele. Gostaria que existisse nos dias de hoje um “herói forte e confiável” como o Jiban, que tranquiliza ao aparecer, que sempre vem para ajudar nos momentos difíceis.


Nota: Ah, finalmente terminei a tradução dessa entrevista, a mais longa que eu já fiz até hoje. Três dias trabalhando em cima dela, não é mole não. Espero que gostem, e qualquer dúvida, basta perguntar. É que infelizmente muita coisa acaba ficando meio distorcida, em relação ao texto original em japonês.

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terça-feira, novembro 18, 2008

Entrevista com o ator Tetsuo Kurata (2)

Entrevista com o ator Tetsuo Kurata, o Minami Kôtarô (Kamen Rider Black/RX), publicada na revista Figure-Oh No.128 (Edição de Outubro), em comemoração ao futuro lançamento do boneco RAH Minami Kôtarô (Medicom Toy).

“Shintai ga ugoku uchi ni 20 nengo no Minami Kôtarô o enjitemitaindesu.”
(Gostaria de interpretar um Kôtarô Minami, após 20 anos, se eu ainda conseguir mover o meu corpo)

FO: Vinte anos se passaram após o “Kamen Rider BLACK RX”, mas como sempre você continua esbelto!
Kurata: Bem, estou me esforçando com afinco para isso (Risos). Tento me manter bem jovem, para não estragar a imagem do Kôtarô Minami, para aqueles que me vêem em eventos.
FO: Vendo esta figura te faz recordar lembranças daquela época?
Kurata: (Espiando o rosto do boneco) Realmente, essas rugas entre as sobrancelhas é o básico (Risos). O que me deixou espantado foi a parte de trás do cabelo. A aparencia um tanto pontuda das orelhas realmente ficaram bem parecidas. Trabalho de profissional mesmo. “BLACK”&“RX” são como um tesouro pra mim, e sair uma figura desse nível me deixa muito feliz. Entregá-la nas mãos de várias pessoas é algo que não tem preço.
FO: Kurata-san realizou o “debut” como Kôtarô Minami aos 19 anos, né?
Kurata: Na época, com o ressurgimento dos Riders após o intervalo de 6 anos, participei de um gigantesco audition e fui o escolhido, mas os produtores diziam que se desse má audiência, a série seria cancelada, e a cada vez que esse tipo de conversa chegava aos meus ouvidos, isso era tudo o que eu queria evitar. Eles viviam me dizendo coisas como, “Como a sua interpretação é fraca, talvez a série acabe com 1 cours (13 episódios)”. Na dublagem também, diziam “Kurata, solte a voz um pouco mais do seu interior!”, até me fazendo correr uma ou duas vezes ao redor do estúdio. Dois anos passando por isso, e agora vejam o resultado, né? (Risos).
FO: Como consequência disso, você acabou interpretando o protagonista mais duradouro de todos os Riders.
Kurata: Desde a minha estréia, cheguei a interpretar inúmeros papéis ao longo desses 20 anos, mas na época, a imagem do “Kamen Rider Tetsuo Kurata” era mais forte. Não vou mentir pra vocês, mas como ator, teve uma fase que eu queria apagar logo essa imagem. Porém, ela é especial para mim. Não para o ator Tetsuo Kurata, mas para o herói Kôtarô Minami. Para os fãs de tokusatsu, “BLACK”&“RX” ainda é um herói que dá no que falar. Pra mim, é o meu ponto de origem, e até acho que estas obras abriram caminho para as séries Rider da era Heisei (Heisei Rider Series). ...Só que os Riders de agora são muito “doces”! (Risos). Não que nesses tempos possa de tudo, mas Rider fraco, com brinco e cabelo comprido é inadmissível! Realmente, herói tem que ser vistoso. Na minha época era bem mais severo. Me faziam entrar num brejo imundo, correr das explosões de bomba napalm, ficar com o cabelo todo desarrumado... (Risos).
FO: O seu Kôtarô Minami é um herói que ainda tem muita coisa a ser contada.
Kurata: O que eu vou falar pode ser um desejo irrealizável, mas gostaria de fazer uma história de um Kôtarô Minami após 20 anos, nem que fosse apenas 1 cours (13 episódios) no período da madrugada. Aí eu conversaria com a Atsuko Takahata (Marie Baron) e o Rikiya Koyama (Kasumi no Joe).
FO: Gostaria muito de ver isso!
Kurata: Se é algo realizável, vai depender da reação de todos os leitores. Isso porque o Kôtarô Minami havia dito “Mata Kaettekuru yo” (Ainda vou voltar). Por favor, escrevam algo como “O Kurata ainda consegue se mover. Sem problemas, ele está se exercitando bem” (Risos). Dias atrás o Jirô Okamoto (ator/suit-actor) me disse o seguinte, “Kura-chan, eu sempre estive envolvido com Riders, mas realmente BLACK, RX são obras formidáveis. O investimento financeiro também é extraordinário, e o conteúdo bem empolgante”. O Jirô-san também fez a sua estréia no “BLACK”, e ainda continua na ativa, certo? Então, se houvesse uma história 20 anos depois, ele disse que também gostaria de participar.
FO: São palavras fortalecedoras, essas. Desejo que esse projeto se realize em breve, e que possamos nos encontrar novamente com o Kôtarô Minami!

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domingo, novembro 16, 2008

Entrevista com o ator Tetsuo Kurata!

Entrevista com o ator Tetsuo Kurata, o Minami Kôtarô (Kamen Rider Black/RX), publicada na revista Hyper Hobby Vol.122 (Edição de Novembro), em comemoração ao futuro lançamento do boneco RAH Minami Kôtarô (Medicom Toy).

HH: Primeiro, nos fale sobre a impressão do boneco.
Kurata: Hum, maravilhoso! Estou impressionado que tenham conseguido captar bem as minhas características. Só que até aqui, sinto que ainda não é um belo homem (Risos). O rosto também está bem afiado (Risos). Os olhos também são parecidos. Eu tinha um olhar assim. Depois, as orelhas. Minhas orelhas chamam a atenção. Até nesse aspecto ficou parecido.
HH: A roupa também está caprichada até nos mínimos detalhes.
Kurata: Maravilhoso! Na época do RX, eu mesmo fui comprar a roupa.
HH: Você diz essa roupa branca?
Kurata: Essa mesma. Dentro de mim, existia essa imagem do branco. O preto realça a sujeira, e o protagonista acabaria ficando ofuscado.
HH: Qual a impressão que você teve ao receber o papel de Minami Kôtarô?
Kurata: Isso foi além do que eu poderia imaginar. Isso porque eu jamais pensava que seria aprovado. Quando reuniram os candidatos, no estúdio da Toei, para a última seleção, havia umas pessoas que eu sentia já ter visto na TV. Eu estava com 18 anos e tinha acabado de me formar no colegial. Vocês podem achar estranho, mas intuitivamente eu pensei, “vai ser eu”. Naturalmente eu não tinha autoconfiança tanto na interpretação como na ação. Só que aí eu pensei, quem sabe a partir de agora eu comece a frequentar aqui (Toei). Eu quase não senti nervosismo, acho que por ter mudado de atitude.
HH: Então, iniciada as filmagens, qual a cena que ficou marcada pra você?
Kurata: Foi no terreno da Indústria Metalurgica de Takasaki (Takasaki Kinzoku Kôgyô), uma locação bem famosa em tokusatsu. Eu odiava esse lugar. Havia muita poeira no ar, e mesmo usando máscara, você acabava inalando. Tive que fazer cenas de ação nesse lugar. Dentro do meu nariz devia estar tudo preto. Realmente foi dureza. Só de andar, já levantava poeira. As filmagens eram realmente muito severas, acho que eu emagreci uns 10 quilos, desde o início. Psicológicamente também foi difícil.
HH: Perder 10 quilos, realmente não é pouca coisa.
Kurata: Acho que eu não tinha nem 55 quilos. Mesmo ao tentar fazer a pose de transformação, não saía no ato, e as vezes o meu corpo acabava vertendo. Por estar leve, a minha pisada acabava não surtindo efeito.
HH: Acho que a pressão psicológica era muito grande, não?
Kurata: Com uma série Rider ressurgindo após 6 anos, tinha o pensamento em fazer bem feito, afinal de contas fui o escolhido dentre muitas pessoas, e a produção até dizia pra mim, que se a série ia acabar com “1 cours” (13 episódios) ou “2 cours” (26 episódios), dependia apenas de mim. Só que isso acabava surtindo efeito contrário dentro de mim, me dando mais força. No começo, eu fiquei atordoado com a mudança brusca do cotidiano e nem conseguia dormir de noite. E como eu também cantava o tema, frequentava aulas de canto durante os intervalos das gravações. Mas já que eu comecei, se não cumprisse o período previsto de 1 ano, seria muito vergonhoso pra mim. O jeito era me esforçar, incitando a mim mesmo. Acho que o Kôtarô sempre gritava algo como “Yurusaan!” (Não perdôo!), mas aquilo era o “meu” grito (Risos). Como se eu estivesse dizendo algo como “não me menospreze!”. Afinal de contas, eu era um rapaz novinho de 18 anos, que estava começando a fazer ação em filmagens. “Não me menospreze, viu? Com certeza eu vou fazer desta obra um sucesso!”, era uma das coisas que eu bradava dentro de mim.
HH: Iniciada a exibição, qual foi a reação dos fãs?
Kurata: Quando havia se passado meio ano após a estréia de BLACK, eu participei do quadro “Ii Otoko Corner”, do programa “Waratteiitomo!”. A partir daí a audiência subiu e eu acabei me transformando em ídolo. Não podia mais sair na rua.
HH: Na vida privada, você não costumava sair muito, certo?
Kurata: Bem, na época realmente era corrido, quase não tinha folga, e como o transporte de todos até o local de gravação era feito de ônibus, mesmo que a minha participação acabasse logo, eu não tinha como ir embora se as outras filmagens não acabassem (Risos). Por isso, as vezes eu acabava dormindo no ônibus mesmo. Ao voltar pra casa, após encerrada todas as gravações, já era 1 hora da madrugada. E como tínhamos que nos reunir no estúdio, às 6 da manhã do dia seguinte, mesmo voltando pra casa eu só conseguia dormir 3 horas. Sendo assim, eu me hospedei no estúdio mesmo. Foram dois anos levando essa vida. Dependendo da locação, dava pra perceber a popularidade do BLACK. Entre os episódios 1 e 2, a locação foi num lugar bem movimentado como a avenida Omotesandô. Era uma filmagem feita à distância, que mostrava eu e a Kyôko (Akemi Inoue) andando pelo bairro de Harajuku, mas de uma hora pra outra, acabamos ficando rodeados de pessoas e a gravação teve que ser interrompida. Ou então, só filmagens no interior das montanhas (Risos). Numa filmagem real, uma vez chegaram pra mim e disseram, “vai, entra nesse brejo”. Pô, um lugar evidentemente fedorento, em que dá até pra ver as larvas boiando (Risos). Aí eu disse, “tá brincando, tá brincando né?” (Risos). Tá certo que no script é uma cena em que o Kôtarô está todo maltrapilho, mas porque tem que ser exatamante num brejo? (Risos). Aí quando eu disse, “Por favor, façam a cena em outro lugar”, eles me responderam o seguinte, “Mas pra quem está assistindo não é interessante. Fica legal sair daí (brejo)”. Paciência, tive que fazer. Claro que eu fiz cara feia, mas “se é assim que é bom, que seja”. Mesmo nas cenas de explosão, a nuvem de areia é espantosa, já que se coloca cimento dentro dos explosivos. Era só correr em linha reta, mas eu mal conseguia enxergar adiante. Como era filmado de longe, nem precisava ter sido eu, que não ia ter problema (Risos). O cabelo poderia acabar se queimando. Quando é no verão, sempre despejo água na cabeça. Se não fizer isso, meu cabelo fica todo espetado. Eu mesmo tinha que fazer as cenas de ação. Vendo o script, tinha cenas que eu achava que entraria o dublê, mas na hora da gravação dessas cenas, eu via o meu dublê, Jirô Okamoto, relaxando na boa, sem tirar o agasalho. Pô, então eu é que tenho que fazer? (Risos). E ao perguntar, “O Jirô não vai fazer?”, eles me respondiam, “Não, isso o Kurata consegue!” (Risos).
HH: Atualmente, além do ofício de ator, você está administrando uma “Steak House”?
Kurata: Sim. Chama-se “Billy The Kid”, mas isso porque eu era conhecido do dono (shachô), pois vivia frequentando o local desde os tempos do colégio. Como ficava aberto até às 3 horas da madrugada, ia sempre após terminar as gravações do BLACK. Quero que muitas pessoas apreciem uma saborosa carne, e por um preço baixo, e a partir de fevereiro eu estarei na filial de Tôyôchô. Se tiver tempo, eu vou aparecer no estabelecimento e servir pessoalmente a carne aos fregueses. Ultimamente, a propaganda de boca-a-boca tem se espalhado, e nos feriados tem aparecido muita gente.
HH: Por fim, deixe uma mensagem aos fãs.
Kurata: RX terminou, 20 anos se passaram, e o Kôtarô Minami ressurge nesta nova forma (referindo-se ao boneco). Gostaria que muitas pessoas comprassem, pois afinal de contas, se parece muito comigo. Estes olhos são os mesmos olhos calorosos que eu tinha na época. Acho que todos vão querer, né? Porque eu quero!

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